Porque “Fusion Teams” são importantes

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Nesta segunda (7/03), como parte da programação do Gartner CIO Leadership Forum – EMEA, vou mediar um painel com três clientes sobre o tema “Repensando a colaboração de IT e Áreas de Negócios na Era da Democratização Tecnológica”. Estou bastante ansioso para ouvir como nossos clientes no Brasil estão enfrentando os desafios dessa relação complexa entre tecnologia e negócios. O conceito de “Fusion Teams” é central para essa discussão.
“Fusion Teams” são equipes multidisciplinares que reúnem diferentes combinações de expertise de tecnologia e conhecimento de negócio, e geralmente são projetadas para entregar produtos em vez de projetos.
Estamos testemunhando um mudança radical nas organizações: soluções tecnológicas construídas e entregues fora das fronteiras tradicionais da área de TI.

 

 

Pesquisas recentes do Gartner realizadas com cerca de 12.000 colaboradores, em diferentes funções, níveis hierárquicos, indústrias e geografias, indicam um número significativo de profissionais fora da área de TI atuando como “Business Technologists”.

 

 

Sim, estamos na Era da Democratização Tecnológica. Modelos tradicionais, onde a entrega de soluções tecnológicas fica centralizada na área de TI, não conseguem atender às expectativas da liderança, tampouco do mercado e da sociedade em geral. Não se trata mais de fazer transformação digital. Isso é página virada.

A maioria dos CIOs enfrenta pressão para acelerar a agenda de transformação digital de suas empresas, e pesquisas do Gartner mostram que iniciativas distribuídas e simultâneas com amplo envolvimento podem progredir 2,5 vezes mais rápido do que esforços sequenciais centralizados. Os “Fusion Teams” são elementos-chave desse tipo de modelo de entrega digital distribuída.
“A ascensão dos “fusion teams” é uma evidência de que as fronteiras entre a TI e o resto da empresa estão desaparecendo em um ritmo acelerado – e que os líderes de negócios têm um apetite crescente por planejar, executar e gerenciar suas próprias iniciativas digitais”

 

Janelle Hill, Distinguished VP Analyst da Gartner.
 

Mas esse modelo de entrega digital distribuído traz muitos desafios. Vamos explorar um pouco esse assunto.

Governança 

Como equilibrar controle e autonomia? “Fusion teams” precisam de autonomia para responder rapidamente às oportunidades digitais, e a introdução de controles pode retardá-las.  Mecanismos de governança são essenciais para o gerenciamento de risco. E isso inclui o uso adequado dos recursos financeiros, o compliance com políticas e requisitos regulatórios, segurança cibernética, e alinhamento aos padrões tecnológicos e melhores práticas. Esse assunto foi tema de um post que fiz recentemente: Governança adaptativa: encontrando o equilíbrio entre autonomia e controle.

Gaps de talentos digitais

Como assegurar o uso eficiente de recursos que estão em times distribuídos? Esse modelo de entrega pode levar tanto à subutilização quanto à sobreutilização de recursos. Existem dificuldades também para manter consistência de conhecimento, habilidades técnicas e práticas. Vou falar mais sobre esses desafios num próximo post aqui no blog.

Divisão de responsabilidades entre TI e áreas de negócio

O modelo de entrega distribuída exige um novo tipo de liderança nas áreas de negócio, que passa a ter mais responsabilidades na concepção, planejamento e entrega de soluções tecnológicas. Nem todos estão dispostos ou capazes de assumir esse desafio. Vou explorar esse assunto em mais detalhes num próximo post também.

 

Esses desafios serão debatidos amanhã no painel. Prometo compartilhar minhas impressões com vocês.

Para encerrar, a provocação de sempre: E você? O que me diz? 

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